Quarta-feira , 25 Novembro 2020
STANDARD & POOR’S SOBE OUTLOOK DE PORTUGAL PARA ESTÁVEL

STANDARD & POOR’S SOBE OUTLOOK DE PORTUGAL PARA ESTÁVEL

STANDARD & POOR’S SOBE OUTLOOK DE PORTUGAL PARA ESTÁVEL
– Melhoria deve-se à expectativa que os credores de Portugal estendam o apoio ao país
– Rating mantém-se em ‘BB’ para o crédito a longo prazo
– Melhoria da S&P reduz juros a cinco anos para mínimos de 37 meses
07.3.2013

  • A agência de notação financeira S&P retirou o “outlook” negativo ao “rating” da dívida portuguesa, mantendo agora uma perspectiva “estável” para o País.

  • A instituição justifica a melhoria com a expectativa que os credores de Portugal estendam o apoio ao país, tornando o programa de redução do défice “mais sustentável”.*

  • Em comunicado, a S&P refere que a “revisão de ‘outlook’ reflecte a evidência adicional que as instituições europeias vai continuar a apoiar o programa de ajustamento de Portugal, dado o compromisso do governo para as reformas estruturais e orçamentais”:

    “O ‘outlook’ estável reflecte o equilíbrio entre a consolidação orçamental de curto prazo e os desafios para a economia, contra o apoio [dos credores] e a nossa perspectiva do forte compromisso do Governo para implementar reformas.”

  • A S&P acredita que os credores de Portugal deverão ajustar o “ritmo de consolidação orçamental”, perante a deterioração da situação económica do país:

    “Na nossa opinião, isto torna o processo de ajustamento de Portugal mais sustentável, quer economicamente, quer socialmente, e reduz o risco que (Portugal) não cumpra o programa.”


As agências de “rating” associam “outlooks” às notações financeiras que atribuem. Um “outlook” negativo indicava que a S&P ameaçava efectuar novo corte no “rating” de Portugal. Com a alteração para estável, a agência indica que não estima mexer na notação financeira do País nos próximos tempos.


 

S&P mantém “rating” do país inalterado em “BB” para o crédito de longo prazo (dois níveis abaixo de lixo):

  • A agência avança com os factores que poderão alterar esta avaliação, quer negativa quer positivamente:
    – A S&P promete melhorar o “rating” português caso “a prestação das exportações seja muito melhor do que estamos à espera, ou se o investimento recuperar de forma significativa”:

    “Tal poderá, na nossa perspectiva, suportar a recuperação de Portugal e contribuir para a criação de emprego, reforçando deste modo o contrato social. Uma recuperação mais robusta irá também contribuir para uma mais rápida consolidação orçamental e redução da dívida pública, melhorando os indicadores orçamentais do País.”

    Contudo não é este o cenário central da agência, que estima que o PIB de Portugal recue 1,5% este ano e cresça de forma moderada em 2014. As perspectivas da S&P apontam para que o investimento recue em 2013 pelo sexto ano consecutivo e que as exportações, ao contrário do que aconteceu nos dois últimos anos, não dêem um grande apoio à economia.

    – Em sentido inverso, a S&P alerta que poderá descer o “rating” de Portugal se ocorrerem dois cenários: diminuição do compromisso político para implementar o actual programa de ajustamento; recuo das instituições europeias na intenção de aceitar estender os prazos de pagamento da dívida portuguesa, bem como no seu compromisso de suportar financeiramente o País.

    – Esta melhoria no “outlook” do país poderá ser seguida pelas outras agências de “rating”, que também mantêm perspectivas “negativas” para Portugal, assinala a Bloomberg. A Moody’s tem um “rating” de Ba3 para Portugal e a Fitch atribui uma classificação de BB+. A S&P tinha cortado o “rating” de Portugal em Janeiro do ano passado, de BBB- para BB.

Portugal permanece com um “rating” na categoria de “lixo”, sendo que o presidente do IGCP, Moreira Rato, indicou recentemente que a notação de Portugal só deverá sair do grau de investimento especulativo dentro de mais de 12 meses.


*O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, adiantou recentemente que Portugal deverá beneficiar de uma extensão “mais modesta” dos prazos de reembolso dos empréstimos europeus do que os 15 anos concedidos em Novembro pelos parceiros europeus à Grécia. Portugal pretende também ter mais tempo para baixar o défice para 3% do PIB, uma alteração para a qual a União Europeia já mostrou abertura.


 

Melhoria da S&P reduz juros a cinco anos para mínimos de 37 meses

  • Os juros implícitos na dívida pública portuguesa estão em queda depois de a S&P ter anunciado que melhorou a perspectiva para a qualidade de crédito da dívida pública portuguesa: dívida a cinco anos renova mínimo de mais de três anos e emissão a 10 anos quebrou fasquia dos 6%.

  • A taxa de juro implícita na divida pública portuguesa a cinco anos está a recuar 14,7 pontos base para 4,682%, segundo as taxas genéricas da Bloomberg para o mercado secundário. Uma descida que leva a “yield” a cinco anos a renovar um mínimo em que já não se encontrava desde 21 de Janeiro de 2010.

  • Mais moderadas são as descidas dos juros implícitos nos títulos de dívida a 2 e a 10 anos, que retomam os níveis em que não se encontravam desde o final de Janeiro:
    – A referência para a emissão de dívida com maturidade em 2015 está a recuar 9,1 pontos base para 3,154%,
    – e a “yield” da dívida a 10 anos desce 13,2 pontos base para 6,014%, tendo já chegado a negociar nos 5,999%.

 

 

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